terça-feira, 28 de agosto de 2018

II Escola de TheoSophia: Blavatsky, as Estâncias de Dzyan e a Religião-Sabedoria (Feriado de Proclamação da República novembro/2018)


II Escola de TheoSophia: 
Blavatsky, as Estâncias de Dzyan e a Religião-Sabedoria

PROGRAMAÇÃO

DIA 14/11 (quarta-feira):
18h30 – Jantar
19h30 – ABERTURA com Luis Paulino
20h00 – 21h30 – H. P. Blavatsky e os Mistérios Tibetanos (uma reflexão a partir da análise de David Reigle) com Bruno Carlucci

DIA 15/11 (quinta-feira):
07h40 – Meditação
08h00 – Café da manhã
09h00 – 12h30 – O que é “A Doutrina Secreta” e qual é a sua Fonte? (o Dharma Secreto e a Gupta-Vidya: relações das Estâncias de Dzyan com a Atma-Vidya e o sistema Kalachakra) com Alberto Brum
10h30 – Intervalo           
12h30 – Almoço
15h00 – Por que e como estudar A Doutrina Secreta (uma proposta de investigação da filosofia esotérica como um exercício de Jnāna Yoga) com Jane Dullius
16h30 – Intervalo
16h50 – Visão Geral e as Três Proposições do Proêmio da Doutrina Secreta com Marcelo Luz
18h00 – Meditação
19h00 – Jantar
20h00 – 21h30 – O Elemento Uno na Doutrina Secreta e o Budismo Tibetano Jonang (o Absoluto na DS e a filosofia Shentong) com Bruno Carlucci

DIA 16/11 (sexta-feira):
07h40 – Meditação
08h00 – Café da manhã
09h00 – 12h30 – A Evolução Cósmica e as Estâncias da Cosmogênese com Josy Mansur
10h40 – Intervalo
12h30 – Almoço
15h00 – 18h00 – As Hierarquias Setenárias e os Progenitores do Homem na Terra [Esclarecer os Conceitos de Dhyani Buddhas, Manus, Númeno, Energia Cósmica (Fohat), Atmosfera Cósmica (Akasha) com Marcelo Luz
16h30 – Intervalo
18h00 – Meditação
19h00 – Jantar

DIA 17/11 (sábado):
07h40 – Meditação
08h00 – Café da manhã
09h00 – 10h30 – A Cosmogonia Dzyan-Kalachakra (um exame das Estâncias de Dzyan do vol. I da DS) com Alberto Brum
10h30 – Intervalo
10h50 – 12h30 – A Antropogênese na DS e o Livro de Enoch (Daniel) com Alberto Brum
12h30 – Almoço
15h00 – 18h00 – A Jornada da Mônada e a Doutrina das Esferas (desenvolver as ideias de Globos, Lokas e Talas, Sete Planetas Sagrados, Sistema Solar, A Relação das Mônadas com o Sistema Solar) com Otávio Marchesini
16h30 – Intervalo
18h00 – Meditação
19h00 – Jantar
20h00 – 21h30 – Árvore e a Serpente no Mito Gnóstico de Adão e Eva (um símbolo da experiência do despertar da consciência relacionando a DS com textos gnósticos de Nag Hammadi) com Jane Dullius

DIA 18/11 (domingo):
07h40 – Meditação
08h00 – Café da manhã
09h00 – 10h20 – A Jornada da Alma em A Voz do Silêncio (Blavatsky e a senda budista dos Preceitos de Ouro como um guia prático para o aspirante) com Aláya Dullius
10h20 – 10h40 – Intervalo
10h40 – 12h00 – Princípios da DS como Preceitos Práticos (Como os fundamentos da filosofia esotérica presentes na DS, Voz do Silêncio e Ocultismo Prático se expressam na vida do cotidiano) com Jane Dullius
12h00 – Almoço e encerramento

VALORES POR DIA COM TODAS AS REFEIÇÕES VEGANAS – VALOR POR PESSOA
TIPO DE QUARTO
VALOR
V. MFCTR*
Quarto Duplo (prioridade casal)
R$ 160,00
R$ 150,00
Quarto Triplo/Quádruplo/Quíntuplo
R$ 145,00
R$ 135,00
TAXA DE INSCRIÇÃO
        R$ 50,00

*Membro da Fundação Centro Teosófico Raja (MFCTR)

DADOS BANCÁRIOS: Gentileza encaminhar imagem do comprovante de 50% da reserva para WhatsApp (83) 98866.5051 (Luis Paulino), até o dia 01 de novembro (isso garantirá sua reserva), o restante poderá ser pago durante o evento.

Banco Itaú (341); Agência: (0466); C/Corrente PJ: (11.107-7);
CNPJ: (44.072.833/0001-33) – FUNDAÇÃO CENTRO TEOSÓFICO RAJA

ENDEREÇO: Fundação Centro Teosófico Raja, Rodovia Armando Salles, 11.248, Estrada de Itapecerica da Serra - SP.


INFORMAÇÕES E INSCRIÇÕES: Com Luis Paulino (83) 98866.5051 (Oi e WhatsApp) e Irenice Miranda (83) 98792.9540 (Oi e WhatsApp)                                                       

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Agarrados ao finito, não podemos conhecer o infinito

“Daí a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”. A frase crística parece tratar Deus e César como se fossem entidades diferentes. Isso também nos dá a ideia de que a vida material e a vida espiritual são coisas distintas, podendo ser consideradas como nada tendo em comum.

Ora, sabemos bem que tratar a vida material como algo separado da espiritual gera um engano. Em cada ato que realizamos neste mundo, o agente por trás é o espírito – nossa real natureza – e a consequência última desse ato é produzir efeitos no nível da consciência, ou seja, no campo do espírito. Para isso estamos aqui. Então, como separar uma coisa da outra?

“Luz no Caminho”, obra assinada por Mabel Collins, fala sobre o contexto paradoxal da relação entre os aspectos materiais e espirituais da vida. Apesar de estarem separados, são uma coisa só. Apesar de serem uma coisa só, estão separados. O paradoxo é uma contradição e a contradição propõe um desafio de natureza insolúvel para o intelecto, que se baseia no processo linear, na lógica matemática. Esses são os domínios do mental concreto, discriminativo, a parte de nossa natureza mental voltada para as necessidades do corpo, da sobrevivência física.

O rigor dessa concretude – baseada nas exigências do teto, do agasalho, da comida –, nos torna rudes também no trato com as pessoas, vendo no rosto de cada uma delas um potencial adversário aos nossos interesses, à nossa sobrevivência.

O fato é que todas essas pessoas estão vivendo o mesmo dilema que nós, o mesmo desafio. O resultado é estarmos lutando indefinidamente uns com os outros. As guerras entre países refletem nossas guerras com o vizinho e também nossa própria guerra interior: a relação do espírito com a matéria. Entretanto, ansiamos por paz.

É necessário, então, que resolvamos esse conflito dialético. Há contradição entre os propósitos do espírito e da matéria? Se há, então, haveria um erro na concepção do universo, na estrutura fundamental da vida?

A experiência tem nos mostrado uma das maravilhas do raciocínio dedutivo: aquele que parte do todo para chegar ao particular. Nesse sentido, o que significa a relação entre o espírito e a matéria para o dia a dia? Trata-se de uma relação de aprendizado, de expansão da consciência, o que significa o espírito expandir seu domínio sobre a matéria, compreendendo suas leis. Esse domínio, portanto, não ocorre pelo uso da força, como pode nos parecer o uso da vontade espiritual – que é a ferramenta essencial em nossos processos de autossuperação.

Em lugar de imposto, esse domínio é antes um processo de conquista, de gentileza. A matéria (algumas vezes chamada de “espírito congelado”) tem como finalidade primordial atender aos propósitos da natureza, gerando corpos para que a consciência – o espírito – possa se manifestar em todos os recantos do universo (no que reside o mistério da “Santíssima Trindade”).

Devemos lembrar que, de fato, a consciência já está presente em todos os cantos. É a natureza íntima da menor partícula de matéria. Porém, no que tange ao ser humano – predestinado à evolução espiritual diante dos demais reinos – essa presença ainda é incipiente, à semelhança, do que acontece na comparação da criança com o adulto, num exemplo bem rudimentar. Além da condição puramente humana, a expansão da consciência não tem limites.

Para fazer seu trabalho – aquilo que se espera dela no universo – a matéria é “egoísta” em si mesma. Não faz concessões. Na defesa desses propósitos, ela possui uma força tremenda, derrotando nossos melhores esforços quando exercidos num simples confronto, sem sabedoria. Isso, em si, já significa um paradoxo, pois dá a entender que a matéria é inimiga do espírito – daí advindo também a noção errônea de uma entidade demoníaca adversária de Deus.

Da mesma forma que age a matéria na defesa de seus propósitos, agimos nós quando identificados com o corpo físico gerado por ela. Só vemos esse corpo, só nos preocupamos com sua sobrevivência, em lugar de lembrar seu significado para o crescimento da consciência, para o desvelamento do espírito. Ir além desse corpo, entretanto, não é tarefa para tíbios empreendedores. Trata-se da autossuperação de que falamos atrás. Isso, literalmente, significa cada um “superar a si mesmo”. Como posso superar a mim mesmo? Quem vai superar quem?

Ora, o que acontece quando nos identificamos com o corpo? Automaticamente geramos, no nível do mental concreto, uma entidade denominada “eu inferior”. Para Ramana Maharshi é o “falso eu”. Na teoria psicanalítica é chamado de “ego”. O resultado é que esse falso eu acaba se tornando nosso eu verdadeiro, ocupando o lugar do espírito – ou seja, da clareza de consciência no dia a dia. Assim, todas as calamidades sociais que o mundo conheceu, em todos os tempos – incluindo hoje a poluição do planeta e o flagelo da fome sobre bilhões de indivíduos – têm sua origem nessa nossa identificação enganosa com os domínios de César, que só pensa em si.

Devemos dar ao corpo o que for necessário para seu uso como veículo do espírito. Mas, ao confundir esse veículo com seu condutor, acabamos “colocando o carro adiante dos bois”, invertendo os papéis dessas duas entidades – espírito e matéria – no processo evolutivo, retardando nosso avanço. Isso significa aprisionamento nos labirintos da inconsciência, no jogo reativo provocado pelos hábitos, reivindicando sobrevivência para o corpo, segurança para o ego. Como desfazer esse engano? Como solucionar esse tremendo paradoxo de carregar dois “eus” em conflito dentro de nós?

No Bhagavad-Gita – o “Canto do Senhor” – esse confronto é relatado no dilema de Arjuna, chamado a lutar contra seus próprios parentes (todos os amores do ego), na defesa de seu clã (o espírito), cujo poder foi usurpado. Voluntariamente o ego não abrirá mão desse poder. Então, uma luta se faz necessária, uma batalha se torna iminente. De que maneira combater?

Referindo-se à epopeia do Bhagavad-Gita, “Luz no Caminho” recomenda: 1) “Mantém-te alheio à batalha que começa e, ainda que combatas, não sejas o guerreiro; 2) “Procura o guerreiro e deixa-o combater em ti”; 3) “Recebe as suas ordens para a batalha, e obedece-as”.

Como podemos nos manter alheios à batalha e, ainda assim, combater? “Ainda que combatas, não sejas o guerreiro”. Isso significa não nos envolvermos no combate (se nos envolvermos, o ego domina). Ficar alheio é estar como um observador na situação, sem julgar, deixando que nossa natureza espiritual (o Eu real) assuma a direção. “Recebe as suas ordens para batalha, e obedece-as”. Em síntese seria agir buscando as ordens nas fibras mais íntimas de nosso coração, não nos entregando à reatividade provocada pelo medo, pelo anseio de sobrevivência.

A única possibilidade de soltar os amores do ego é colocar à disposição do espírito o potencial de atenção e empenho com que hoje servimos a matéria, não olvidando, porém, na justa medida, as obrigações que assumimos, inclusive carmicamente. Caso contrário, essa conta aumenta. A isso se reporta a fala crística, em admirável síntese.


Enquanto estivermos agarrados ao que é efêmero, não poderemos desfrutar os valores do que é eterno. E a força de que dispomos para fazer essa mudança é apenas a vontade espiritual, desenvolvendo-a, paradoxalmente, nos domínios da matéria. Cada pequena fraqueza vencida em nós é um passo a mais nessa direção. Assim se explicam todos os paradoxos da existência humana: à própria treva cabe a incumbência de gestar a luz. O reino do mundo – sabiamente vivido – é a antessala do reino dos Céus.

Artigo escrito por Walter da Silva Barbosa.





sexta-feira, 2 de agosto de 2013

HELENA PETROVNA BLAVATSKY


"Sê humilde, se queres adquirir a sabedoria; Sê mais humilde ainda, quando a tiveres adquirido. Sê como o oceano que recebe todos os rios e riachos. A calma imensa do oceano não se perturba; recebe-os e não os sente". A Voz do Silêncio